quarta-feira, 6 de novembro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO "TRILHOS DA SAUDADE" TRANSFORMOU NUMA NOITE DE EMOÇÃO FERROVIÁRIA

        

         A noite de 5 de novembro foi festiva no Anfiteatro Silvio Machado na cidade de Itararé –SP por ocasião do lançamento do livro “Trilhos da Saudade- O diário do filho de um ferroviário”.
         O décimo livro do escritor Helio Porto, terceiro deste ano, repete sua vocação para as pesquisas que versam a história paralela com a cidade de Itararé.

         Na ocasião, mais de 100 ferroviários pessoalmente ou “in memórian”, representados pelos familiares participaram da noite de autógrafos. Alguns deslocados de grandes distâncias como Sorocaba, Ponta Grossa e Maringá.
         A apresentação foi do radialista Heron Fernando da Rádio Jaguariaiva. Na tela, filmes históricos sobre trens e no palco a versatilidade da dupla Mauro Vieira & Jacira Jansson cantando músicas feitas e inspiradas na cidade. 

         Autoridades e ferroviários usaram a palavra para de forma emocionada agradecer o autor e lembrar fatos e aventuras dos 89 anos em que as ferrovias povoaram Itararé (1907/1996).
         O autor em seu discurso de apresentação do livro, foi incisivo em cobrar do governo brasileiro um respeito e outro tratamentos mais responsáveis com as ferrovias que por suas incompetências sucumbiram deixando milhares de reais sendo sucateados por este Brasil a fora com o excesso de ramais desativados e patrimônios dilacerados. Enquanto no exterior cresce o transporte por ferrovias, no Brasil, os governantes se ajoelham ao cartel rodoviário.
         O livro com 164 páginas e 34 capítulos é rico em narrativas históricas da epopéia do trem de ferro em Itararé.
         Depois deste lançamento, último no Anfiteatro da cidade que agora será fechado para uma profunda reforma em suas instalações com uma recente verba recebida do Estado.

         O livro pode ser adquirido em Itararé na Banca do Neves (Praça São Pedro) ou Livraria Santa Maria (Rua XV de novembro) ou com o autor pelo e-mail helioporto@superig.com.br. 

         “Trilhos da saudade” foi produzido pela Guarani Artes Gráficas, tem a revisão do Professor Antonio Barsotti e arte de capa do Designe Adão Costa Oliveira.        

Corra para as bancas


sábado, 2 de novembro de 2019

DIA DE FINADOS É DE REFLEXÃO E NÃO DE FESTA OU FEIRA DE GULOSEIMAS




O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou Dia dos Mortos é uma celebração da Igreja Católica no dia 2 de novembro. Uma tradição que vem desde o segundo século e resume-se a visita aos túmulos para rezar pelos que morreram.
No século V, a Igreja dedicou um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém mais se lembrava.
Foi no século XIII que esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.
Segundo Léon Denis, um autor e médium espírita, o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos, longe se ser uma invenção católica já era uma prática comum entre os druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino jurídicos e filosóficos dentro da sociedade celta, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares, e não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
Nos dias atuais, a ganância comercial se apoderou da data para prática de uma feira livre nas imediações dos cemitérios para venda de velas, fósforo, flores e alimentos.
A data incentiva também o movimento de profissionais liberais como pedreiros, jardineiros, pintores, zeladores, que acumulam serviços na manutenção e renovação do visual das sepulturas.
Mas, em meio de algumas lágrimas sinceras que desprendem dos olhos de viúvas e órfãos, o cenário em geral é de extrema falsidade.
Difícil entender o cônjuge que se deita em orações pelo falecido já de braços dados com o substituto, ou da mãe que adotou o aborto e foi chorar pelo bebê falecido.
Uma miscelânea de quadros dantescos se descortinam entre os transeuntes que agitam entre as sepulturas neste dia de intensa movimentação no campo santo. Para alguns a visita é tão irreal como as flores plásticas ofertadas no espírito das homenagens.
E para não destoar dos defeitos humanos, o dia serve para diferenciar os mortos pobres dos mortos ricos, na suntuosidade de algumas lapides revestidas no mármore, tendo ao lado uma cruz enferrujada de uma cova abandonada perdida na imensidão da eternidade.
Evangélicos aproveitam a data para contínuas pregações com pastores que aos berros falam do dia da ressurreição final.
Tudo isto vai se repetir neste sábado, dia 2, por conta de mais um finados.       



sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Feira das Nações acontece na próxima semana em Itararé


Durante o evento, oito países serão representados 
Nos dias 08, 09 e 10 de novembro, os itarareenses e visitantes poderão apreciar shows, comidas e bebidas típicas de sete países. Tudo isso graças a realização de mais uma edição da Feira das Nações. 
A atração será realizada a partir das 19h, nos dias 08 e 09 de novembro e a partir das 12h no dia 10, na praça da Matriz. 
A Comunidade de Prevenção e Assistência aos Dependentes de Drogas de Itararé (COPADDI), representará a Grécia; os Voluntários Itarareenses no Combate ao Câncer (VICC), o Japão; Fundo Social de Solidariedade, a Itália; a Apae, o Brasil; o Lar São Vicente, Emirados Árabes; Guarda Mirim, os Estados Unidos e a Santa Casa, o México.
A iniciativa é uma promoção da Prefeitura de Itararé (SP), através da Coordenadoria Municipal de Cultura. Após 26 anos inativo, o evento foi resgatado em 2017 a pedido do prefeito, Heliton do Valle.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

ESCRITOR REVELA COMO FORAM OS ANOS DA DITADURA MILITAR




Hélio Porto
            Sebastião Pereira da Costa é um atuante jornalista residente em Itapeva –SP e narra como ninguém suas experiências ainda dos tempos jovens, com o clima de censura do período militar no Brasil.
            Depois do sucesso de seus livros anteriores “Eleições em Pedra Chata”, “Não verás nenhum país como este” e “A história Oculta”, o escritor volta com uma dose mais apimentada da realidade nacional com seu novo romance “História não se faz com lágrimas”.
            Com 160 páginas de intensa narrativa rica em detalhes, SPC mergulha nos porões negros da repressão militar e escancara o terrorismo praticado na filosofia do anti comunismo pregado pela mídia comprometida da época, como a epidemia marginal que invadia as universidades e fazia a cabeça de uma juventude, tida como vazia e conduzida ao marxismo extremo.
            Usando da poesia de amor entre dois jovens de idéias opostas, o escritor mergulha na vida da época e se infiltra nos corredores do tradicional Mackenzie para contar com todas as cores, a história envolvente de George, filho do capital e deputado Lívio Bertolazzo, militar repressor e Danielle Montfort, envolvida com uma célula estudantil contra o governo.
            Um enredo cheio do mais torpe ardil, a história penetra com autoridade na parte oculta desta história para desnudá-la por completo para nossas novas gerações.
            Li o livro com golfadas gulosas em poucos dias e posso, sem destemor, aconselhá-lo aos amantes de uma boa leitura.
            E o mais interessante. Numa história tão polemica e de final tão temeroso, o final é de caráter feliz, pois quem morre é o bandido e não os mocinhos.   
  

   

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

QUE NÃO OCORRA O CRIME DE MAQUIAR O PARALELEPIPEDO COM UMA CAMADA DE ASFALTO NA RUA SÃO PEDRO


Hélio Porto

Trocar o paralelepípedo pelo asfalto é uma falsa ideia de se aderir a modernidade e as propaladas vantagens cantadas em prosa e verso podem estar distorcidas.
Em estudo realizado pelas alunas do curso de Engenharia Ambiental da Unilins, concluiu que, além de prejuízos ambientais e econômicos, pavimentar as ruas de pedra com asfalto vai contra a tendência mundial.
Em cidades europeias o asfalto está sendo retirado e substituído por pedras, que possuem durabilidade ilimitada, são removíveis e reaproveitáveis.
Um dos motivos da troca é a diminuição de acidentes automobilísticos, uma vez que vias mais confortáveis ao tráfego, como as de asfalto, geram uma segurança ilusória, permitindo maior velocidade e, conseqüentemente, acidentes.
As alunas realizaram estudos técnicos sobre pavimentação com paralelepípedos em vias públicas, focando em aspectos ambientais, durabilidade e custo benefício, sempre comparando com o asfalto.
A conclusão das universitárias é que a pavimentação com paralelepípedo é uma prática ecológica e eficiente de urbanizar as cidades.
No entanto da mesma forma que o asfalto exige, o paralelepípedo também precisa de permanente manutenção e profissionais preparados para sua implantação, obedecendo rigoroso nivelamento com calceteiros experientes e dedicados.
Em Itararé não é o paralelepípedo que é ruim, mas o pleno abandono que a administração pública dedica ao setor sem profissionais habilitados e numa constante falta de harmonia entre as pedras formando um belo tobogã das ruas públicas.
Ainda seria razoável uma troca das pedras pelo asfalto se a prefeitura retirasse da via pública a rede de água e esgoto passando para as calçadas e fizesse um serviço de pavimentação correto.
Agora o maior sacrilégio será cobrir os paralelepípedos com uma camada de asfalto por cima para ganhar tempo e votos eleitorais, sepultando um patrimônio que vale milhões e que ainda pode ser muito bem aproveitado numa vila ou rua periférica.

Que o juízo povoe as decisões do Prefeito e que a tal modernização não fique só na esfera do rendimento político eleitoral nas urnas de 2020.       

sábado, 19 de outubro de 2019

O QUE É MELHOR: REDUZIR O NUMERO DE VEREADORES OU O SALÁRIO QUE ELES GANHAM??


Hélio Porto

Estamos acompanhando o movimento de alguns edis da Câmara Municipal de Itararé, tentando aprovar um projeto de lei que reduz o número de vereadores, atualmente em treze para apenas nove a partir de 2021.
Alega-se que a iniciativa tem o objetivo de reduzir as despesas do município e que a suspensão de quatro vereadores aparentemente desnecessários, traria para os cofres municipais mais de um milhão de reais.
Se hoje um vereador local recebe em média R$ 6 mil por mês, a redução do número deles seria apenas uma solução de fachada, pois os R$ 24 mil economizados por mês não passaria de mera utopia, já que, bastaria um aumento de média de 35% aos nove edis restantes e o valor economizado deixaria de existir.
Isto sem contar que o povo ficaria com menos representantes facilitando o prefeito a um domínio mais amplo do legislativo.
Há muitos anos que em Itararé, nove tem sido o número da bancada situacionista que reza na cartilha do alcaide. E curiosamente, quatro tem sido o número da bancada oposicionista.
            Na verdadeira democracia, quanto mais representantes o povo tiver mais plenamente ele será atendido.
            Assim ao invés de reduzir quatro vereadores para de pronto economizar de R$ 78 mil para R$ 54 mil, eu sugiro reduzir o valor do subsidio do vereador para apenas um salário mínimo vigente e aumentar o número de cadeiras para 17 como era até bem pouco tempo.
            Os 17 ganhariam pouco mais de R$ 17 mil e a economia seria monstruosa de mais de 70% e de lambuja ganharíamos mais 4 cadeiras novas.
            E com um salário mínimo apenas, se faria cumprida a lei em todos os seus aspectos.