quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

CURIOSIDADES SOBRE NOSSO ATUAL CALENDARIO

             
  
          Com algumas alterações, o nosso calendário baseia-se no dos romanos. 
         O calendário inicial dos romanos estava estruturado em 304 dias, distribuídos em 10 meses,                  supondo que o ponto de partida fora a fundação de Roma (a partir de 527 d.C. os anos passaram          a ser contados a partir do nascimento de Jesus Cristo). O ano principiava em Março e concluía e          em Dezembro.

          No século VII a.C., houve uma grande reforma. O ano passou a ter 354 dias, com 12 meses. 
          A reforma foi feita por iniciativa de Júlio César e, por isso, é chamada reforma juliana. Então, foi             pedido um estudo ao astrónomo grego Sosigenes e o calendário foi acertado a partir das                         estações, baseadas na astronomia, tendo-se reconhecido que havia 67 dias de adianto                           relativamente à medida astronómica. Fixou-se que o ano teria 365 dias, ordenando os meses em 3        30 e 31 dias, excepção para Fevereiro.
          O Papa Gregório XIII, em 1582, fez outra importante reforma: a reforma gregoriana. 
          O calendário foi acertado pelo ano solar, para corrigir o erro de que em cada lote de 900 anos s             sobravam 7 dias. Assim, o dia 5 de Outubro passou a ser o dia 15 para o acerto pelo calendário s        solar.
           O nome dos meses e dos dias conservam os nomes dos deuses pagãos ou a marca latina e                cristã para o domingo. Em português, os dias da semana são designados pelos numerais,                      exceptuando o domingo (dia do Senhor). Segundo o calendário romano, os meses eram                       dedicados:      
M        março - "Marte" (deus da guerra)
           Abril - despontar ou "abrir" da Primavera
           Maio - deusa "Maia"
          Junho - deusa "Juno"
          Julho - imperador romano "Júlio" César 
          Agosto - imperador romano "Augusto"
          Os restantes 4 meses eram numerados: 7º (Setembro), 8º (Outubro), 9º (Novembro) e 
          10º (Dezembro)
          Após a reforma juliana introduziram-se mais dois meses: 
          Janeiro - dedicado ao deus "Jano"
          Fevereiro - em homenagem ao deus das purificações "Februus"    
          Mesmo após a reforma juliana, havia algumas incorreções que só se tornaram apreciáveis                     depois de muitos séculos. Com a reforma juliana passou-se a considerar o ano com 365 dias,               havendo a intercalação de quatro em quatro anos de um ano com 366 dias, o que tornava na 
          média a duração do ano com 365,25 dias. Mas como o ano trópico tem 365 dias, 5 horas, 48                 minutos e 47,5 segundos, restando, portanto, uma diferença de 11 minutos e 12,5 segundos, a               cada quatro anos aumentava-se 24 horas, quando na verdade deveria aumentar-se 23 horas, 15 m       minutos e 10 segundos. Com essa diferença temos, a cada 128,5 anos, um atraso de um dia                 nas datas dos equinócios e solstícios. Em 325 d.C., quando o Concílio de Nicea se reuniu para de      definir a época da Páscoa, entre outros assuntos, já se havia percebido que o equinócio da                     primavera, fixado por Júlio César para 25 de março, estava ocorrendo já em 21 de março. Os
          bispos então refixaram o equinócio da primavera para 21 de março nos anos comuns, e 20 de               março nos anos bissextos. Mas isso apenas atualizava o equinócio, não corrigindo ainda a                     duração do ano. Foi somente em 1582 que o papa Gregório XIII (1512-1586) efetuou a reforma no           calendário, quando já havia um atraso de 10 dias da data do equinócio (estava ocorrendo em 11             de março, ao invés de 21 de março). As modificações introduzidas com a reforma gregoriana                foram as seguintes: 1 - Supressão de dez dias do calendário. O dia seguinte à quinta-feira, 4 de            outubro de 1582, passou a ser sexta-feira, 15 de outubro de 1582, para que o equinócio voltasse a c       concordar com a deliberação do Concílio de Nicea. 2 - Ausência de anos bissextos durante três              anos em cada período de 400 anos. O primeiro destes ciclos começou em 1600, que foi bissexto,          mas 1700, 1800 e 1900 não foram bissextos, já 2000 será. Desse modo, após três anos                        seculares comuns, haverá um bissexto. Assim só serão bissextos os anos seculares divisíveis              por 400. No calendário juliano, todos os anos seculares eram bissextos. 3 - Contagem dos dias              através da designação dos números cardinais 1, 2, 3, ... pela ordem e seguidamente (e não mais          por calendas, nonas e idos). Há ainda uma diferença residual de 2 horas, 43 minutos e 2                        segundos a cada 400 anos, o que produz um acréscimo de um dia a cada 3.532 anos. Isso                    deverá tornar bissexto o ano 4000, embora esta questão não tenha sido tratada pela reforma                  gregoriana. Algumas publicações usam a expressão "velho estilo" e "novo estilo", referindo-se a a          ano juliano ou gregoriano, respectivamente. A reforma gregoriana não foi aceita de imediato.                   Vários povos se opuseram a ela, principalmente os não católicos. Os católicos, como Portugal e            Espanha, aceitaram de imediato, em outubro de 1582; a França, em dezembro de l582; já a                   Alemanha e a Áustria, em 1584, Hungria em 1587, Inglaterra em 1752, Suécia em 1753 e a Rússia e        em 1923. Esta última teve que eliminar 13 dias do seu calendário.

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